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Casa Gucci: glamour, ganância, loucura e morte

O título do livro que inspirou o filme do mesmo nome resume muito bem a história da família da grife italiana no longa dirigido por Ridley Scott.



Recentemente resolvi assistir o tão falado e aclamado(!?) Casa Gucci (House of Gucci), de Ridley Scott e resolvi compartilhar um pouco aqui com vocês das minhas impressões sobre o filme, já que fala de uma grande e tradicional casa de moda italiana e dos detalhes do figurino, claro!


O longa é baseado no livro homônimo de Sara Gay Forden e conta um pouco da história da família Gucci através do relacionamento entre Maurizio Gucci (Adam Driver) e a esposa, Patrizia Reggiani (Lady Gaga), que encomendou o assassinato do ex-marido na década de 1990.

Não curti muito o destaque glamourizado e vitimizado dado à Patrizia, como a própria família já havia comentado anteriormente em uma entrevista:“uma vítima tentando sobreviver em uma cultura corporativa masculina”. Concordo, porque não foi bem isso, não...


Mas, além da tragédia envolvendo a morte de Maurizio, o filme mostra a tragédia da família perdendo o controle da própria empresa (coisa que o Maurizio colaborou!) para o assistente pessoal de Rodolfo e para um conglomerado entre os anos 1990 e início dos anos 2000.


Foram quase 3h de filme arrastado, com um visual ora exagerado e meio caricato. Uma pena, pois achei que deram muita ênfase numa mulher que, na minha opinião, não merecia ibope e falaram pouco da própria grife e de suas criações lindíssimas. Fiquei decepcionada por não abordarem muito a história da moda. Mas, como já haviam dito, não é um documentário. E no final, achei tudo forçado demais para emplacar.


Que o elenco é de peso, estrelado e incrível, não tem como discutir. Mas, no geral, achei a história triste. Uma família destruída pela ganância. E não falo só dela, porque todos queriam o topo, inclusive do assistente de Rodolfo Gucci, que virou o CEO da casa.


Sobre Maurizio, o personagem me pareceu covarde em alguns momentos. E quando seria melhor ele se submeter ao pai, que desde o início o alertou para não casar com Patrizia, ele não o fez. E confesso que fiquei chateada pela rejeição de Paolo Gucci (Jared Leto) pelo patriarca Rodolfo (Jeremy Irons). Talvez a família ainda estivesse no comando da própria marca. Enfim!


O único que se mostrava interessado em seguir os passos do pai fundador e apto para expandir os negócios da família era Aldo Gucci, interpretado por Al Pacino. Mas, acabou sendo alvo da ganância e ambição desenfreada de Maurizio e Patrizia e perdeu sua parte na empresa depois de uma armação dos dois.


A parte interessante foi ver como a grife voltou aos holofotes com Tom Ford, em meados da década de 1990; a presença de Anna Wintour e de outras personalidades no decorrer da trama, além da importância de um bom marketing, de um bom visual merchandising alinhado com a imagem da marca, e, claro, do peso que uma crítica de um desfile tinha na época. Coisa que me parece ter se perdido atualmente, diante da onda tecnológica e do imediatismo das mídias sociais.


Sem falar no figurino, assinado pela ganhadora do Oscar na categoria por Gladiador (também de Ridley Scott), Janty Yates. Mas, apesar dos esforços com o figurino e com o elenco, o longa recebeu somente uma indicação na premiação de 2022 pela categoria de Melhor Cabelo e Maquiagem, mas não levou a estatueta.


Mesmo assim, não tem como não falar dos looks cheios de monogramas, das bolsas e dos acessórios vintage da grife, que ajudaram a contar a história dos personagens, como deve ser. Afinal, Moda é comunicação, certo? Rs


Paolo, o primo excêntrico de Maurizio, está sempre com looks em veludo cotelê e combinações extravagantes de cores e estampas.


Rodolfo, o pai mais conservador; Maurizio, mais discreto e com aquela sofisticação de berço, desde a postura até o jeito de falar e, claro, é notado no seu estilo mais clássico.


Patrizia, veio dramática e sexy, sempre com um visual muito exagerado e impecável até demais, com muitas peças em pele, acessórios grandes, chamativos, vestidos justos e decotados, como se quisesse dizer todos que ela era uma Gucci ou como se precisasse se afirmar pela aparência.







Paolo Gucci (Jared Leto), a esposa Jenny (Florence Andrews), Maurizio (Adam Driver), Patrizia (Lady Gaga) e Aldo (Al Pacino) em Lake Como./Reprodução



É vísível o contraste entre os estilos dos personagens: Maurizio, clássico; Paolo, criativo e Patrizia, dramática e sexy./Reprodução


A Gucci hoje

Depois do norte-americano Tom Ford (1994-2004), designers como Alessandra Facchinetti e Frida Giannini assumiram a direção criativa da empresa entre 2004 e 2014, com coleções ora impactantes ora mornas.


A virada veio somente em 2015, quando a marca parece ter se reencontrado com o italiano Alessandro Michele, atual diretor de criação da Gucci. Michele relançou antigos ícones da grife, modernizou a grife com seu visual nerd-chic, mais jovem, porém sempre com um toque vintage e tornou a Gucci uma das marcas mais queridas e populares entre as celebridades no mundo inteiro, inclusive no Brasil, sempre com suas coleções muito aguardadas pelo público e pela crítica.


Looks da coleção de Alessandro Michele no início do comando da Gucci, em 2015./Reprodução

Em 2021 a Gucci, fundada por Guccio Gucci em 1921, completou 100 anos, com muitos eventos e celebrações, algumas dirigidas pelo próprio Michele, além de criações históricas como a emblemática coleção Aria, que misturou referências da Balenciaga de Demna Gvasalia.


Vale lembrar que ambas as marcas pertencem ao grupo Kering e pontuaram como primeiro (Gucci) e segundo (Balenciaga) lugar no ranking do último trimestre de 2020 das grifes mais desejadas da moda, formulado pela plataforma de compras online Lyst, levando em conta desde buscas online até conversão em vendas e menções em mídias sociais. - Vogue Brasil

Não é pouca coisa, não!!

E assim segue.


Cópia com estilo: a coleção Aria da Gucci com elementos "hackeados" da maison espanhola Balenciaga, marcam o centenário da grife italiana./Reprodução



E você, já viu o filme? Qual nota você daria de 0 a 10?


Gostaram desse tipo de conteúdo? Querem ver mais resenhas e reviews de filmes e séries? Deixe nos comentários as suas sugestões.


Até a próxima,

Uyara

 

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